sábado, 5 de janeiro de 2013

MPE recorre das diplomações do prefeito e vice de Abreu e Lima.


 Recurso contra petista já foi protocolado no TRE-PE, em dezembro.


 Sem alarde, o promotor de Justiça do Ministério Público Eleitoral (MPE), Roberto Brayner,    ingressou a segunda ação contra o prefeito eleito, Pastor Marcos José (PT), e o vice, Josias Pereira (PMDB), por suposto abuso de poder político e econômico. 
  De acordo com a investigação, foi comprovada a captação e o gasto ilícito durante a campanha. Entre as alegações, Brayner cita a ausência de comprovação de gastos com guia eleitoral, propaganda e até jingle. O jurista também ressalta que panfletos e cartas foram confeccionados com uso de verbas da prefeitura, então comandada por Flávio Gadelha (PMDB), que apoiou o petista.
 Um recurso contra o petista já foi protocolado no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), em dezembro, pedindo a anulação da diplomação de Marcos e do vice peemebista.
 Segundo o promotor, há suspeitas de que verbas da prefeitura foram usadas para bancar material de campanha do Pastor Marcos José, entre eles um DVD, onde o então prefeito Flávio Gadelha (PMDB) utiliza prédios e serviços públicos para pedir votos para o candidato petista. Durante a campanha, Gadelha “abençoou” a postulação de Marcos José. 
  Além disso, Roberto Brayner acusa que o município financiou a confecção de panfletos e cartas em favor do petista. O material continha conteúdo ofensivo contra os adversários. Por último, há uma denúncia de doação de material de construção no período eleitoral.
 “Uma coligação fez denúncias de que os panfletos foram confeccionados com uso da verba da prefeitura. Descobrimos a gráfica que produziu o material e ela era fornecedora da gestão. 
 Na busca, ficou comprovada que a encomenda foi feita pela prefeitura e prestação de contas do prefeito eleito não aparecia à gráfica como prestadora de serviço”, afirmou o promotor Roberto Brayner, ressaltando que o partido fez uma prestação retificadora, onde assume o débito com a empresa.
  “Foi uma manobra para tentar comprovar que eles contrataram o serviço, mas que não ocorreu”, disparou.
Da: Folha PE.

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