terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Número de mulheres envolvidas em crimes cresce em Pernambuco.
Tipo mais comum de crime praticado é furto, buscando vantagem financeira.
Participação feminina no tráfico de drogas vem aumentando no estado.


O envolvimento de mulheres em crimes em Pernambuco está crescendo, de acordo com a Polícia Civil. O tipo de ocorrência mais comum praticado por elas ainda é furto, mas a participação das mulheres em tráfico de drogas vem aumentando no estado. Em 2011, no total, 2.859 foram presas em Pernambuco. Na segunda-feira (23), a polícia divulgou imagens de uma quadrilha feminina furtando objetos de uma livraria do centro comercial de Jaboatão, no Grande Recife. Elas atuavam no comércio desde o fim do ano passado e já teriam roubado cerca de R$ 6,5 mil em material escolar e roupas.
Do total de mulheres presas em 2011, 600 foram por conta de furtos. De acordo com a delegada Lenise Valentim, gestora do Departamento da Mulher da Polícia Civil, esse ainda é o tipo de crime mais comum, praticado sem violência. “Eu atribuo isso pela busca de uma vantagem financeira. Você vê que a quantidade roubada não seria jamais para o uso da família. É um tipo de crime que a pessoa faz para tentar vender, repassar e tirar vantagem sem pensar na consequência; tanto para as mulheres, que podem ser presas, como para a família, que vai ficar desassistida”, informou.

A Polícia Civil, entretanto, está registrando um número cada vez maior de mulheres participando do tráfico de drogas em Pernambuco. Muitas chegam ao crime por conta do envolvimento com homens que já estejam ligados ao tráfico. Quando eles são presos, é uma tendência que elas assumam o comando dos negócios do companheiro. Segundo a delegada Lenise Valentim, o tráfico de drogas já mostra uma parcela muito representativa em relação à participação das mulheres em crimes.

“Isso faz parte de um processo. Se a mulher se aproximar de um companheiro envolvido em crime, tem acesso a muita informação. Ela começa a saber como funciona aquela quadrilha. Pode acontecer de ser ameaçada para participar ou deter muita informação”, concluiu a delegada.
Fonte:g1/pe.

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