segunda-feira, 11 de novembro de 2013
Mulher acusada de homicídio é presa em Goiana.
Policiais civis da Delegacia de Goiana com apoio da equipe Malhas da Lei e da Delegacia de Polícia de Homicídio da referida cidade prenderam na tarde de sexta-feira (8), Maria José Félix.
Ela é acusada de ter praticado um homicídio, em 25 de junho de 2012, no Largo da Alvorada, em Goiana, na Zona da Mata pernambucana. Maria José foi recolhida à Penitenciária Feminina do Bom Pastor, Recife - PE.
Da: PC PE.
Ela é acusada de ter praticado um homicídio, em 25 de junho de 2012, no Largo da Alvorada, em Goiana, na Zona da Mata pernambucana. Maria José foi recolhida à Penitenciária Feminina do Bom Pastor, Recife - PE.
Da: PC PE.
Em Itamaracá, deficiente físico é preso suspeito de estuprar mulher com problemas mentais.
Homem foi flagrado por vizinho que acionou a polícia.
Um deficiente físico foi preso em flagrante suspeito de estuprar uma mulher com problemas mentais dentro da casa onde moravam no Alto da Felicidade, também conhecido como “Alto da Gaia”, na Ilha de Itamaracá, Região Metropolitana do Recife (RMR). O ex-presidiário, Paulo Davi dos Santos, de 42 anos, foi flagrado por um vizinho no momento em que forçava praticar relações sexuais com a vítima, de 43 anos.
Segundo o titular da Delegacia de Itamaracá, Evaristo Pereira, a testemunha escutou os gritos da mulher e resolveu espiar por uma fresta na parede - flagrando o momento em que o suspeito, que não tem uma das pernas, agarrava e forçava a vítima a manter a conjunção carnal. “Quando esta pessoa percebeu o estupro, entrou em contato conosco, que fomos até o local e realizamos a prisão em flagrante”, informou o delegado.
De acordo com testemunhas, o suspeito morava com uma mulher que era uma espécia de cuidadora. A polícia vai investigar se ela fazia esse trabalho para ficar com o dinheiro das aposentadorias dos deficientes.
Nas ouvidas, Paulo Davi negou a acusação, mas mesmo assim foi autuado por estupro e deverá ser encaminhado ao Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, ainda nesta tarde. A vítima será levada para o Instituto Médico Legal, onde deverá realizar o exame de corpo e delito.
“Apesar de termos ouvido outras pessoas que também confirmaram o ato, o imputado diz que não fez nada, mas temos o suficiente para autuá-lo por estupro”, pontuou Evaristo.
Da: Folha PE.
domingo, 10 de novembro de 2013
Surf para quem tem medo.
Sempre teve vontade de aprender a surfar, mas tem medo? Um simulador de surf será instalado em Itamaracá, perto do Forte Orange, nos próximos dias 21 e22 de janeiro.
A ação faz parte da Segunda etapa de Circuito Nordestino Pro 2012, que começa na próxima quarta (18) e vai rolar na Praia de Itapuama até o domingo (22).
Do: Blog Social 1.
Chega de ser reserva.
Segunda colocada no ranking nacional, a velejadora Bruna Martinelli quer chegar ao posto de primeira no país.
Acompanhar os pais nos passeios de barco pelo litoral de Pernambuco era a grande diversão de Bruna Martinelli. Pelo menos até os nove anos. Porque, a partir daí, a “brincadeira” em família passou a ser levada a sério. Na escolinha de vela do Iate Clube Itamaracá ela deu os primeiros passos e se tornou tricampeã Norte/Nordeste na classe optimist (até 15 anos). Quando atingiu a idade limite, migrou para o windsurfe, precisamente para as classes RS:X e Formula Experience. A primeira delas é exatamente a classe olímpica, onde tem se dedicado de maneira especial com foco nos Jogos Olímpicos de 2016, no Brasil.
“Participei das últimas Olimpíadas como reserva. Quero ser titular em 2016. Para isso preciso pontuar bem em todas as competições que vierem, especialmente nas seletivas para os Jogos. A mais bem colocada no ranking nacional fica com a vaga. Hoje Patrícia Freitas é quem lidera. E é ela que tenho que ultrapassar”, enfatiza a pernambucana.
Pelo menos no último Campeonato Brasileiro da Classe RS:X, que aconteceu no último final de semana, em Búzios, Rio de Janeiro, Bruna Martinelli já conseguiu o feito. Ela deixou para trás duas cariocas. Patrícia Freitas era uma delas. A conquista inédita do título da competição reforçou o ânimo da atleta, especialmente pela dificuldade dos fortes ventos. “Na reta final foi difícil. Mas os primeiros dias foram bem favoráveis e me garantiram na liderança até o fim.”
Sul-Americano
Bruna ocupa atualmente a segunda colocação no ranking nacional. Em busca do bicampeonato e da classificação para o Sul-Americano ano que vem, na Colômbia, ela viaja amanhã para Araruama, no Rio de Janeiro, onde disputa o Campeonato Mundial de Windsurf 2013 (Formula Experience World Championship).
Do: Super Esportes.
Problemas do Grande Recife se repetem há mais de 100 anos.
Engarrafamento, lixo nas ruas e esgoto a céu aberto já eram problemas no Recife no século 19.
“Os consertos da ponte da Boa-Vista vão com uma morosidade que é para admirar; o que se torna tanto mais sensível quanto de presente acha-se o transito dos carros desviado e por um lado em que se atolam em areia com incommodo e prejuizo daquelles a quem pertencem.” O texto, que saiu no Diario de Pernambuco, fala de obras que se arrastam indefinidamente atrapalhando o trânsito e a vida na cidade. Não fosse a grafia antiga das palavras e a forma do texto, poderia perfeitamente ser uma notícia publicada hoje.
No entanto, é de 12 de setembro de 1863. Mais de 150 anos se passaram e diversos entraves urbanos insistem em continuar prejudicando o Recife. A reportagem consultou documentos, edições antigas do jornal - o mais antigo em circulação da América Latina - e obras acadêmicas, e constatou que problemas como lixo na ruas, falta de mobilidade, esgoto a céu aberto e obras públicas inacabadas fazem parte do cotidiano do recifense desde a época de nossos antepassados.
| Canaleta entupida em trecho da Avenida Norte, no ano de 1968. Foto: Arquivo/DP/D.A Press |
Edições do Diário dos meses de setembro e outubro de 1863 trazem pelo menos quatro denúncias de trânsito truncado, provocados tanto pela presença de vendedores de capim na Rua do Sol como pelo excesso de entulho nas vias. O transporte público também sempre deixou a desejar, com serviços sendo considerados precários e caros pela população desde o final do século 19, segundo a tese de doutorado Os caminhos do olhar: circulação, propaganda e humor no Recife, (1880-1914), defendida pela historiadora Noêmia Luz na UFPE. Como faz até hoje, a população recifense usava o Diário para protestar contra os maus serviços, muitas vezes depredando bondes ou descarrilhando trilhos. A tese também constata que os recifenses que andavam nas ruas do Centro da cidade 100 anos atrás se deparavam com calçadas esburacadas e lixo ao longo das vias.
Descontinuidade
Para o pesquisador Leonardo Dantas, especialista na história do Recife, o lixo da cidade até piorou nas últimas décadas. “Hoje em dia a cidade fede. Chega dói ver o estado em que se encontra o Centro da cidade.” Dantas avalia, entretanto, que a cidade melhorou consideravelmente sua estrutura no último século, mas que vão continuar existindo problemas básicos de infraestrutura enquanto não houver uma estratégia eficiente de políticas públicas. “No Recife, não há um eixo de ações definido e continuado. Cada gestão faz o que quer. Cidades europeias conseguiram resolver diversos problemas urbanos adotando planos decenais, que eram cumpridos independentemente de quem está no poder.”
O secretário municipal de Desenvolvimento e Planejamento Urbano, Antônio Alexandre, concorda com Leonardo Dantas quando o assunto é descontinuidade de ações. “A visão imediatista e eleitoral infelizmente ainda está na nossa cultura política, mas acredito que a sociedade está mais engajada, exigindo mais. E se conseguirmos implantar um modelo de gestão que tornem irreversíveis as mudanças iniciadas poderemos manter o planejamento de médio e longo prazos evitar a descontinuidade entre as gestões”, concluiu. (Colaborou Glauce Gouveia).
Crescimento desordenado
A ocupação desordenada da capital pernambucana é, para o secretário municipal de Desenvolvimento e Planejamento Urbano, Antônio Alexandre, a principal causa da intensificação de alguns dos problemas vividos pelos recifenses ao longo dos anos, como a quantidade de lixo nas ruas e nos rios. Mas, segundo ele, Recife tem características físicas e geográficas que contribuem para a existência secular de outros, a exemplo dos constantes alagamentos, dos inúmeros buracos nas vias e de esgoto a céu aberto.
“Nossa capital, única do país que já completou 500 anos, tem um lençol freático muito próximo da superfície, dois terços de seu território formado por bacias hidrográficas e um grande índice pluviométrico concentrado em 4 meses do ano. Aliado a isso tivemos ocupações irregulares das áreas estuarinas - eliminando os espaços naturais de drenagem das águas - e a não substituição desses por espaços construídos adequados”, destacou.
| Engarrafamento no cruzamento da Rua São João com a Dantas Barreto, em 1973. Foto: Arquivo/D/D.A Press |
Antônio Alexandre informou também que o material usado para a pavimentação das ruas nunca foi apropriado para essa proximidade da superfície com o lençol freático e que o último sistema planejado de esgotamento sanitário data do início do século 20. “Os dejetos das casas e dos condomínios seguem para o sistema fluvial e para as canaletas, indo parar nos espaços públicos. E os contratos de gestão com empresas de pavimentação seguiram até hoje uma lógica errada.
As empresas eram remuneradas de acordo com a quantidade de material gasto por elas. Ou seja, quanto mais buraco, mais elas faturavam. Mudamos isso e agora o contrato que firmaremos determinará o tipo de pavimentação e o prazo que ele deve durar. Se antes disso houver desgaste, a empresa arcará com os custos do conserto. Também haverá um gerenciador desses serviços”, contou.
Benefícios
Embora alguns problemas urbanos tenham persistido e até aumentado na cidade, em termos gerais, as condições de vida têm melhorado no Grande Recife progressiva e lentamente. “A partir de meados do século XIX começaram a aparecer soluções, como transporte ferroviário e distribuição de água potável”, explica o professor do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Pernambuco, Geraldo Marinho.
O maior marco na solução de problemas urbanos, entretanto, foi a “higienização” da cidade nas três primeiras décadas do século passado. De acordo com a tese Os Caminhos do Olhar, da historiadora Noêmia Luz, foi nessa época que as condições de higiene das moradias e estabelecimentos comerciais começaram a ser fiscalizados com mais intensidade. Em 1914 foi inaugurado o primeiro sistema de saneamento da cidade, do engenheiro Saturnino de Brito.
| Boa parte dos problemas decorre de uma política que prioriza os transportes individuais. Foto: Alcione Ferreira/DP/D.A Press |
As ações de higiene resolveram o problema dos surtos de doenças como varíola, malária e coqueluche, que atingiam por séculos “tanto os sobrados altos das gentes ricas do bairro de Santo Antônio quanto os miseráveis mocambos de Afogados ou da Encruzilhada”, conforme atesta o artigo Médicos e Charlatões: Conflitos e Convivências em Torno do Poder de Cura, da pesquisadora Sylvia Costa. Sobre mobilidade, o professor do Departamento de Engenharia da UFPE Maurício Pina comenta que boa parte dos problemas que a cidade têm enfrentado é decorrente da priorização dos transportes individuais em detrimento dos coletivos. “A situação, porém, tem começado a mudar. As obras de corredores exclusivos para ônibus e a cessão de espaços para ciclovias são um primeiro passo.”
De acordo com o secretário municipal de Desenvolvimento e Planejamento Urbano, Antônio Alexandre, no processo de industrialização do país, o setor automobilístico foi privilegiado por ser forte gerador de emprego. “E essa priorização do transporte rodoviário em detrimento de outros modais nos levou a ter que rever hoje projetos do passado”, afirmou.
Alexandre disse ainda que “Recife sempre teve bons planejadores”. “Mas nem sempre seus trabalhos eram apropriados para o médio e o longo prazos ou, quando eram, nem sempre eram executados. Hoje, o grande desafio para quem planeja na gestão pública é conseguir o consenso numa sociedade complexa, formada por diferentes grupos e às vezes com interesses antagônicos”, reiterou.
Entrevista >> Noêmia Luz, historiadora
“Penso que falta planejamento”
O que motivou sua pesquisa?
Sempre considerei o Recife detentor de uma beleza fascinante, e não acho que isso tenha a ver só com o fato de eu ter nascido aqui. Desde pequena me interessava em observar a movimentação de pessoas na cidade e queria compreender como ela tinha se transformado no que é hoje e porque sua dinâmica funciona desse jeito. Então estudei história e arquitetura para entender melhor seu funcionamento e como se dá a relação entre os seus habitantes na esfera urbana e cultural.
Por que problemas permanecem presentes ao longo dos anos?
Penso que falta planejamento e vontade política. Embora todos esses problemas também existissem na virada do século 19 para o 20, eles ainda estão presentes nos debates cotidianos da Câmara dos Vereadores. Por volta dos anos 1930, os relatório da Repartição de Obras Públicas e as mensagens dos governadores informavam sobre o andamento e a fiscalização dos serviços públicos e privados. Atualmente, os políticos tentam executar o programa que definiram nas eleições. Não tenho conhecimento de um plano diretor da cidade que será cumprido independentemente da gestão. Mas está documentado que antigamente existia.
Esses problemas centenários têm solução?
Há no Recife excelentes urbanistas, geógrafos, historiadores, engenheiros e demais profissionais envolvidos com os problemas da cidade e dos seus habitantes. O poder público pode reuni-los para debater sobre o espaço urbano junto com os políticos e a população e definir qual a cidade em que queremos viver nos próximos anos.
Os problemas que persistem
HÁ 150 ANOS (10 de julho de 1863)
Remettem-nos o seguintes: “Na rua do Aragão que se está ha muito tempo calçando, existe parte ainda por calçar-se na qual formou-se um grande patino, pelas aguas da chuva, o qual se em tempos normaes é bem nocivo aos moradores da mesma rua, quanto mais neste em que estamos ameaçados do cholera-morbus; pede-se pois, a quem competir, providencias no sentido de acabar-se semelhante calçamento, cuja obra está parada, dando até isto lugar a que parte da rua já calçada, na qual não colocaram areia, esteja sendo deteriorada pelos cavallos que passam, e mesmo pelas aguas da chuva”.
HÁ 6 MESES E 2 DIAS (8 de maio de 2013)
As obras do açude de Apipucos estão inacabadas. O conhecido ponto da Zona Norte, localizado no desigual bairro homônimo, é parte do projeto Capibaribe Melhor, da Prefeitura do Recife. O programa, que visa corrigir problemas de poluição, acúmulo de lixo e construções irregulares, teve sua primeira parte, o Parque Maximiamo Campos, finalizada e entregue em dezembro de 2012. O restante do projeto, no entanto, ainda não virou realidade.
HÁ 150 ANOS (8 de julho de 1863)
Moradores da Rua de Santa Cruz, do lado do poente, pedem-nos para que chamemos a attenção da autoridade competente, para as aguas que alli existem estagnadas nos quintaes, com grave detrimento para a salubridade; assegurando-nos que, com pequena despeza se poderá limpar o cano de esgoto da rua do Cotovelo, que dará sahida áquellas aguas. Sendo razoavel semelhante pedido, esperamos será attendido.
HÁ 9 MESES E 4 DIAS (6 de fevereiro de 2013)
Moradores de mais de 15 ruas no bairro de Brasília Teimosa, na Zona Sul do Recife, estão sofrendo há mais de dois anos com a obstrução da rede de esgoto do bairro e o escoamento de dejetos a céu aberto na localidade. Quem habita ou circula pela área reclama do mau cheiro, da precariedade das vias e dos riscos à saúde. A denúncia foi feita no Cidadão Repórter, fórum de jornalismo colaborativo do Pernambuco.com.
Do: Pernambuco.com.
Barulho sem fim: apesar das leis, população sofre com a poluição sonora.
Carros com som, bares e vizinhos seguem sem cumprir a lei do silêncio.
A família da professora Sueli Silva, de 33 anos, colocou o apartamento em que mora à venda. O aposentado Everaldo Magalhães, 75, está a ponto de cometer um ato irracional. A comerciante Amanda Moura, 50, é obrigada a fechar a própria loja antes do horário comercial.
Estas três pessoas não se conhecem, mas compartilham entre si um problema que já é considerado por especialistas uma questão de saúde e segurança pública no país. As estatísticas das denúncias relacionadas à poluição sonora só fazem crescer anualmente, evidenciando a produção de um cenário urbano cada vez mais caótico.
Peu Ricardo/Folha de Pernambuco
“Não tenho nada a perder, algumas vezes penso em fazer uma loucura”, desabafa o aposentado Everaldo, que mora há 40 anos na Tamarineira e que há dez anos passa por transtornos devido à poluição no entorno da sua casa, em “especial, por conta de um bar - no qual “estacionam” os conhecidos carros equipados com aparelhos de som ultrapotentes - e às festas realizadas nos apartamentos que surgiram nos últimos anos.
“Esses eventos não têm hora para acontecer nem hora para acabar. Para me defender ligo para a polícia. Se ela não chegar em 40 minutos, ligo quatro sirenes que comprei e as deixo tocando”, diz Everaldo.
O Estado e a Capital pernambucana já possuem as leis 12.789/05 e 16.243/96, respectivamente, específicas sobre ruídos, vibrações, proteção do bem-estar e do sossego público. No entanto, tais legislações estão longe de garantir o cumprimento da lei de silêncio e são incapazes de impedir fatos como os que ocorreram na madrugada da última segunda-feira, quando uma pessoa morreu e outras duas ficaram feridas após uma discussão entre vizinhos, por causa de som alto, no município de Jaboatão dos Guararapes.
A falta de respeito ao sossego alheio está em vários pontos da cidade, sendo fácil a constatação numa simples ida ao Centro. O barulho dos motores dos veículos, das obras de manutenção nas vias, da construção civil e dos carrinhos que vendem cd’s e dvd’s, tornam-se uma mistura ensurdecedora. “A nossa rotina já é muito estressante e fica ainda mais por causa da zoada que é constante e vem de todos os lados”, declarou o comerciante Edmilson Gomes, que trabalha no Centro do Recife.
Afastando-se da área central, pensa-se que a situação poderia melhorar. É aí que mora o erro. Nos subúrbios, o barulho continua. Moradores de uma localidade no bairro do Cordeiro, estão reféns de um estabelecimento que de dia é um lava-jato e, nos finais de semana, transforma-se numa “casa de show. Os residentes da casa vizinha tiveram que se mudar porque não aguentaram.
“É terrível ter seu direito desrespeitado e ainda ser obrigado a ficar calado”, contou uma aposentada de 73 anos que preferiu o anonimato por medo de represálias.
Da: Folha PE.
sábado, 9 de novembro de 2013
Lixo não é problema só do governo. É de todos.
No ano passado, o Brasil produziu uma montanha de lixo.
Foram quase 63 milhões de toneladas de resíduos sólidos.
Para debater e aprofundar
uma das temáticas mais importantes da vida nas grandes
metrópoles, o JC inicia série de reportagens que segue até
o dia 17. Segunda (11), as poucas, porém importantes,
experiências de coleta seletiva no Recife.
Foto: Diego Nigro/JC Imagem
É mais do que absurdo e indignação. É desperdício e inoperância. A foto do menino de Saramandaia, quase engolido pela sujeira do canal, carrega um pouco de todos nós (ver galeria de imagens no final da matéria). É o nosso lixo de cada dia que está ali, espiando os pecados de uma cidade que não aprendeu a tratar seus restos com consciência e cidadania.
A confissão de culpa flagrada em cada detalhe. Perpetuada nas milhares de garrafas PET, sacos plásticos, latinhas de refrigerante, na trivial embalagem de margarina. Quase tudo reaproveitável. Não deveria, nem precisava estar lá. De onde veio esse mar de entulhos que, dragado pela maré baixa do Canal do Arruda, sufoca e corrói a infância dos meninos de Saramandaia? Como ele foi parar ali na foto que correu o mundo?
Basta ver. É lixo vindo das nossas cozinhas, da rotina diária de todas as casas. Lixo doméstico. Produzido por uma metrópole que ainda não incorporou, sequer descobriu, a coleta seletiva como um hábito saudável e urgente. A população até sabe da importância de reciclar, mas o costume de separar garrafas, vidro, papel é muito mais discurso do que prática.
Uma pesquisa inédita do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Meio Ambiente do Ministério Público de Pernambuco, realizada com moradores do Grande Recife, vai direto ao ponto. Feito no final do ano passado e recém-concluído, o levantamento não deixa dúvidas: todos são a favor da reciclagem. Mas poucos, pouquíssimos, contribuem com ela. Os números evidenciam a contradição do dia a dia. Cerca de 95% dos moradores ouvidos consideram a coleta seletiva importante. Mas apenas 10% separam diariamente o lixo, condição fundamental para a reciclagem.
Na tentativa de apontar uma explicação para um percentual tão baixo de adeptos da coleta seletiva, a pesquisa questiona, entre os que afirmaram que “nunca”, “raramente” ou “só às vezes” separam os resíduos, o por quê dessa resistência? A resposta coloca o dedo na ferida: quase 60% dos entrevistados afirmaram que não fazem a coleta separada porque a prefeitura, na hora de recolher o material reciclável, mistura tudo com o lixo comum. É um problema agravado por outro. Se o universo dos que reciclam é mínimo, a falta de continuidade e exemplo do poder público desestimula, e até afasta, quem poderia e deveria ser convencido a adotar uma prática mais sustentável.
O impasse se volta, de novo, para a foto de Paulinho, o menino de 9 anos, que ganha, quando muito, R$ 5, por dia, para separar o lixo que o descaso e a omissão jogaram no canal. A pesquisa, feita em parceria com a Faculdade Frassinetti do Recife (Fafire), quis saber, quem, na opinião da população, é o maior responsável pelos problemas gerados pelo lixo. Pelo menos no discurso, a compreensão é clara: para quase 60% das pessoas ouvidas, esse é um problema de “todos”.
Nas ruas do Recife, o resultado do levantamento fica evidente de uma forma inconteste e preocupante. Não importa qual o pedaço da cidade, se o lado dos ricos ou dos mais pobres, o hábito de jogar dejetos nas vias públicas é uma prática de todos. Independe do endereço e do valor do IPTU pago. Improvável imaginar que na Avenida Beira-Rio, no bairro das Graças, área nobre da capital, existe um lixão a céu aberto.
Mas ali, às margens do Rio Capibaribe e aos pés dos arranha-céus de luxo, cresce diariamente um depósito alimentado pelos restos de construção de prédios e casas de moradores da própria região. A reportagem flagrou o momento em que um dos carroceiros despejava metralha trazida de uma reforma feita por um edifício a poucas quadras dali. Uma rápida olhada no lixo orgânico depositado no trecho privilegiado da cidade também é revelador: garrafas de vinho italiano, azeite extravirgem de qualidade e vinagre balsâmico se misturam a restos de comida que espalham o mau-cheiro e infestam de insetos o lado rico do rio.
Morador da área, o administrador de empresas Ivan Rui de Andrade Lima está cansado de ver, de madrugada, caçambas e caminhonetes despejando os restos de construção na beira do Capibaribe. “É o lixo da classe média alta. Como se esse não fosse um problema também deles. Querem se livrar dos entulhos e jogam em qualquer lugar.
É revoltante”, diz. Ele mesmo evitou que os restos de construção da reforma feita no próprio edifício fossem jogados na beira do rio. “Quando vi que os funcionários da empresa responsável pelo serviço iam jogar lá, adverti. Esse eu consegui evitar”, conta.
É a mesma falta de consciência que incomoda o vigia Uberlândio Nascimento, morador de um conjunto popular do bairro da Torre, na Zona Norte da cidade. Acostumado a ver os vizinhos jogando lixo até pela janela, ele desabafa: “O problema é que as pessoas reclamam, mas ninguém faz a sua parte. O bom é jogar a culpa nos outros”.
Na calçada do residencial, o cenário traduz a revolta do vigia: sacos de lixo rasgados e espalhados e um colchão velho largado na calçada.
Do: JC Online.
Secretaria de Turismo de Pernambuco conseguiu recursos para construção de santuário em Igarassu.
A Secretaria de Turismo de Pernambuco (Setur-PE) captou R$ 500 mil junto ao Ministério do Turismo (MTur) para a construção do Santuário de Santo Antônio, em Igarassu.
O recurso será investido na 1ª etapa do santuário, que corresponde ao projeto executivo de construção da imagem, elevador panorâmico e mirante. De acordo com o projeto arquitetônico apresentado ao MTur, a imagem do santo será a maior do mundo com 75 metros de altura e a primeira totalmente colorida.
A expectativa é realizar a licitação do projeto executivo ainda no mês de novembro.
A reunião no MTur contou com a participação do secretário de Turismo de Pernambuco, Alberto Feitosa; secretário Nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo do MTur, Fábio Mota; secretário Nacional de Políticas de Turismo do MTur, Vinicius Lummertz; deputado federal Jorge Corte Real; arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido e do prefeito de Igarassu, Mário Ricardo.
Empresário sequestrado em Goiana.
| Foto: Blog do Anderson Pereira/Divulgação |
O delegado Cláudio Castro, do Grupo de Operações Especiais (GOE), investiga o suposto sequestro de um empresário no ramo de panificação em Goiana, na Mata Norte de Pernambuco. Segundo informações não oficiais, a vítima teria sido abordada por três homens armados que roubaram seu carro e o levaram, na noite dessa quarta-feira (30).
| Foto: Blog do Anderson Pereira/Divulgação |
De acordo com um portal de notícias local, o Blog do Anderson Pereira, os sequestradores chegaram a fazer contato com os familiares do empresário, identificado como Anselmo Cabral Vanderlei, de 44 anos.
Os suspeitos teriam dito que queriam apenas o carro da vítima, um J3, da Jac Motors. No entanto, a Polícia Militar encontrou o carro queimado na PE-004, no Engenho Retiro, entre Condado e Itambé.
O empresário continua desaparecido.
Do: DP.
Idoso de 66 anos é preso acusado de estuprar duas meninas de 10 e 11 anos, em Goiana.
José Narciso da Silva, de 66 anos, foi preso na tarde de hoje (07), em Goiana, acusado de estuprar duas meninas de 10 e 11 anos. Em depoimento na Delegacia da Mulher, as meninas disseram que eram obrigadas a fazer sexo anal e oral com o acusado. Ele aliciava as crianças com dinheiro e bombons.
As crianças moram com o avô, que seria casado com a filha de José Narciso. Todos moravam na mesma residência, no Baldo do Rio, periferia da cidade. Segundo informações da polícia, o pai das menores mora na praia de Acaú, em Pitimbu, Litoral Sul da Paraíba, e seria dependente químico. A mãe já teria falecido.
A filha do acusado, Eliane Maria Narciso, foi indiciada por omissão. Ela sabia dos abusos. Porém, vai responder em liberdade. A polícia chegou ao acusado através de denúncias feitas ao Conselho Tutelar.
José Narciso foi encaminhado para o Presídio de Igarassu, na Região Metropolitana do Recife.
Do: Blog do Anderson Pereira.
Tufão matou mais de mil nas Filipinas, diz Cruz Vermelha.
Foto: AFP
A Cruz Vermelha estima que mais de mil pessoas foram mortas na cidade de Tacloban e, pelo menos, 200 perderam a vida na província de Samar, nas Filipinas, depois que o tufão Haiyan atingiu o país, de acordo com informações da Reuters.
Segundo a secretária-geral da Cruz Vermelha das Filipinas, Gwendolyn Pang, os números vieram de relatórios preliminares de equipes da organização em Tacloban e Samar. Contudo, Gwendolyn Pang afirmou também que os números ainda podem ser revisados.
Do: NE 10.
Polícia Amiga do 17º BPM realiza atividades esportivas com estudantes
O Núcleo de Polícia Comunitária do 17º Batalhão da Polícia Militar – BPM, com sede em Paulista, realiza na manhã desta sexta-feira (08) a cerimônia de abertura do Projeto Arte Suave, que consiste em aulas de artes marciais para crianças de comunidades em situação de vulnerabilidade social.
O evento acontecerá no Clube Veloz, no município de Itapissuma, Região Metropolitana do Recife, mesmo local onde as aulas serão realizadas, em horários opostos aos horários das aulas. "Assim, os alunos que estudam no turno da manhã terão aulas no horário da tarde e vice-versa", explicou o soldado Ayron Ricardo, da Polícia Amiga do 17º BPM, que participa do projeto.
O projeto é desenvolvido por policiais da Polícia Amiga do 17º BPM, e no município de Itapissuma, está voltado para alunos de cinco escolas públicas municipais e uma estadual.
Cerca de 80 alunos participarão das aulas. Eles participaram na tarde dessa quarta-feira de um treinamento para a abertura oficial do projeto.
O Arte Suave vem sendo realizado com crianças do município de Paulista, que vivem em situação de risco e apresentam problemas de comportamento, é coordenado pelo sargento Sílvio Vasconcelos, do 17º BPM, onde as aulas são realizadas, semanalmente.
Da: PM PE.
Da: PM PE.
Trecho de corredor exclusivo para ônibus no Grande Recife é liberado.
Coletivos vão circular por pista entre terminais Pelópidas Silveira e PE-15.
Confira as linhas que vão trafegar pelo local, que conta com 14 paradas.
Em Paulsta, trecho de corredor Norte/Sul é liberado para
ônibus (Foto: Luna Markman / G1)
A partir deste sábado (9), será liberada a pista exclusiva para ônibus do Corredor Norte-Sul, entre o Terminal Pelópidas Silveira, em Paulista, e o Terminal Integrado da PE-15, em Olinda, na Região Metropolitana do Recife. A Secretaria das Cidades estima que 67 mil passageiros vão circular, diariamente, por esse trecho, que tem 4,7 quilômetros e 14 paradas.
Esses pontos de embarque e desembarque atendem a 15 linhas, que realizam 1.585 viagens. Outras informações podem ser obtidas na Central de Atendimento ao Cliente do Grande Recife, pelo telefone 0800-081-0158 ou no site www.granderecife.pe.gov.br.
O Corredor Norte-Sul tem início no Terminal Integrado de Igarassu e segue até a Estação Central do Metrô, no Centro do Recife, passando pela PE-15, Complexo de Salgadinho e Avenida Cruz Cabugá. Quando estiver pronto, o percurso de 33,2 km terá 33 estações interligadas a quatro terminais integrados: Igarassu, Abreu e Lima, Pelópidas Silveira e PE-15.
As obras de construção do corredor estão em andamento, e a previsão de conclusão é até março de 2014. O corredor passa pelos municípios de Igarassu, Abreu e Lima, Paulista, Olinda e Recife.
Confira as linhas que voltam a circular na pista exclusiva:
905 - Igarassu/Paulista
909 - Paulista/Joana Bezerra
923 - Cidade Tabajara/PE-15
931 - Jardim Paulista Baixo/PE-15
932 - Jardim Paulista Alto/PE-15
934 - Arthur Lundgren I /PE-15
935 - Paratibe/PE-15
941 - Arthur Ludgren II/PE-15
943 - Mirueira/PE-15
946 - Igarassu (BR-101)
967 - Igarassu (Sítio Histórico)
970 - Paulista/TI PE-15
976 - Paulista (Prefeitura)
977 - Paulista (Cond. da Boa Vista)
979 - Paulista/Rua do Sol (Expresso)
Do: G1/PE.
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