domingo, 21 de junho de 2015

Passageiros enfrentam insegurança e riscos em ônibus do Grande Recife.

Usuários do transporte encaram rotina de superlotação e falta de estrutura.
Nos últimos 45 dias, sistema registrou ao menos quatro casos de violência.

Com filas desorganizadas e superlotação, alguns passageiros fazem de tudo para embarcar no coletivo. Reportagem flagrou estudante danificando janela de ventilação instalada no teto do veículo para conseguir embarcar no Terminal do Barro (Foto: Vitor Tavares/G1)Com filas desorganizadas e superlotação, alguns passageiros fazem de tudo para embarcar no coletivo. Reportagem flagrou estudante danificando janela de ventilação no teto do veículo para conseguir entrar em ônibus no Terminal do Barro (Foto: Vitor Tavares/G1)
Terminal Integrado do Barro, Zona Oeste do Recife, 18h da última quarta-feira (17). A dona de casa Rosângela Marques está há mais de 30 minutos na fila da linha Zumbi Do Pacheco e já viu quatro ônibus passarem sem conseguir entrar. Do seu local, ela vê jovens, homens e mulheres que, ansiosos para chegar em casa, avançam em cada coletivo que estaciona. Alguns entram pela janela e um estudante chega a violar a entrada de ventilação instalada no teto do veículo para conseguir embarcar. O cenário de agonia e estresse nos horários de pico, flagrado pelo G1, é rotina no Grande Recife, de Norte a Sul. Passageiros sofrem com veículos que não suprem a demanda, falta de fiscalização e também de educação de usuários. “Tem que mudar tudo, porque do jeito que está funcionando, está tudo errado”, afirmou Rosângela.
Tem que mudar tudo, porque do jeito que está funcionando, está tudo errado"
Rosângela Marques, usuária da linha Zumbi do Pacheco
A situação diária, somada aos frequentes acidentes, de pequenas ou grandes proporções, vem mudando o comportamento de alguns passageiros, que, amedrontados, tentam evitar ônibus superlotados, quando possível. Em cerca de 45 dias, pelo menos quatro casos de violência no transporte público chamaram a atenção na Região Metropolitana. No início de maio, a universitária Camila Mirele morreu após cair de ônibus em movimento, perto da Cidade Universitária, no Recife. No começo de junho, um passageiro foi agredido por um motorista que trafegava em alta velocidade; no mesmo dia, um motorista foi agredido a pedradas por passageiros que queriam descer fora do ponto. No último dia 16 de maio, o estudante Harlynton Souza morreu, também após cair de um coletivo, no Cais de Santa Rita.
Ônibus inicia trajeto no Terminal do Barro com a porta entreaberta (Foto: Vitor Tavares/G1)
Ônibus inicia trajeto no Terminal do Barro, na Zona Oeste,
com a porta entreaberta (Foto: Vitor Tavares/G1)
Com a consciência de que os casos poderiam acontecer com qualquer uma das milhões de pessoas que usam ônibus no Grande Recife, a mãe da estudante de engenharia Raísa Dias fez uma reunião em casa, com os dois filhos universitários, para orientar como eles devem se comportar ao utilizar o transporte. “Ela ficou muito nervosa com o que aconteceu e pediu que, pelo amor de Deus, a gente não entrasse em ônibus em que a gente fique imprensada na porta. É melhor perder uma prova, uma cadeira, até um período, do que sofrer um acidente e ficar numa cadeira de rodas ou até morrer”, disse a jovem, que diariamente faz o percurso de Peixinhos, em Olinda, até a Escola Politécnica da Universidade de Pernambuco, na Madalena, Zona Oeste da capital.
As aulas de Raísa começam às 7h10, e, antes mesmo das 6h, a estudante já está na parada, na Avenida Presidente Kennedy. Ela deixa até cinco ônibus passarem pelo ponto, porque fica impossibilitada de entrar em veículos superlotados que saem do Terminal de Xambá, em Olinda. Só encara quando tem prova ou não pode perder a chamada. Na volta para casa, o martírio continua, no Terminal Joana Bezerra, área central do Recife. A estudante, como a maioria das pessoas que frequenta a estação, se arrisca na entrada do local e não na área destinada a cada linha. O problema é que, se esperam na fila, os passageiros encontram os ônibus já lotados, porque as pessoas “invadem” o perímetro de embarque e desembarque na chegada dos veículos.
Gessina Magno (saindo do coletivo) tem osteoporose e, diariamente, encara a dor por causa de pessoas que batem em sua perna devido à desorganização na área de embarque e desembarque do Terminal Joana Bezerra (Foto: Vitor Tavares/G1)Gessina Magno (saindo do coletivo) tem osteoporose e, diariamente, encara a dor por causa de pessoas que batem em sua perna devido à desorganização na área de embarque e desembarque do Terminal Joana Bezerra (Foto: Vitor Tavares/G1)
O TI Joana Bezerra atualmente é um dos mais desestruturados do Grande Recife. Não há espaços adequados para filas e fiscais, que ficam sentados enquanto passageiros que saem e entram nos veículos duelam uma batalha nas escadas, como flagrou a reportagem do G1. Gessina Magno, usuária do terminal, tem osteoporose e, todos os dias, encara a dor por conta das pessoas que batem em sua perna. “Eu me machuco sempre, porque as pessoas não esperam a gente descer do veículo, e eu não consigo ser rápida. Já sei que tenho que sair empurrando, para poder chegar ao metrô”, disse a senhora de 60 anos, que sai do Jordão à Ilha do Leite, enfrentando dois terminais: Joana Bezerra e Aeroporto.

No TI do Barro, local onde o G1 flagrou a invasão dos passageiros por janelas laterais e superiores, o respeito pela área de desembarque é maior, por conta da presença de fiscais do Grande Recife. Mas, nas filas, pessoas ficam onde querem, até sentadas no meio-fio, correndo o risco de serem atropeladas. “Se todo mundo respeitasse, apesar de não evitar que os ônibus saíssem lotados, iria melhorar. Mas o povo mesmo faz cachorrada, às vezes o motorista nem tem culpa, com a ignorância dessa gente. Eu fico na fila até conseguir embarcar”, disse o pedreiro Edson Marinho, que vai da UR-7 ao Centro diariamente, gastando mais de duas horas em percurso de ônibus e metrô. “A gente sabe a hora que sai de casa, mas nunca a de voltar, por conta desse inferno”, completou Rosângela Marques, na mesma fila.

Coletivos saem lotados de terminais integrados. No Joana Bezerra, G1 flagrou fiscais sentados enquanto passageiros enfrentavam confusão na hora do embarque (Foto: Vitor Tavares/G1)Coletivos saem lotados de terminais integrados. No Joana Bezerra, G1 flagrou fiscais sentados enquanto passageiros enfrentavam confusão na hora do embarque (Foto: Vitor Tavares/G1)
Mas os problemas não ficam restritos aos terminais integrados, de onde os ônibus saem cheios e até com portas já quebradas, como registrou a reportagem, na linha PE-15/Joana Bezerra. A doméstica Jailma Souza, no último mês, ficou com o braço preso em uma porta e viu a filha cair, em plena Avenida Agamenon Magalhães, após o motorista acelerar o veículo. “Por um triz, poderia ser minha filha a acidentada. Eu agora espero o tempo que for para não me arriscar”, disse.

Nem dentro dos coletivos os passageiros se sentem seguros. A assistente Cristiane Ferreira, 42, relatou que sofreu um acidente após pegar um ônibus da linha Casa Caiada, em Olinda, na última segunda (15). Ela estava pagando a passagem quando foi arremessada contra o para-brisa dianteiro do veículo depois que o motorista deu uma freada brusca. Com o impacto, o vidro do coletivo ficou rachado e a usuária precisou ser socorrida a um hospital, onde colocou um colar cervical. “A batida foi toda nas costas, e ainda está doendo. A sorte foi que o acidente aconteceu quase em frente a um hospital e uma enfermeira que largava do trabalho me atendeu. Eu fui jogada da catraca até o para-brisa. Se fosse um idoso ou uma criança, poderia ter ocorrido algo pior. O motorista foi imprudente na direção”.

A assistente Cristiane Ferreira, 42, foi arremessada contra o para-brisa de um ônibus da linha Casa Caiada após o motorista dar uma freada brusca em Olinda. Vidro do coletivo foi danificado e a passageira teve que usar um colar cervical (Foto: Enviado pelo WhatsApp)
A assistente Cristiane Ferreira foi arremessada
contra o para-brisa de um ônibus da linha Casa
Caiada após o motorista dar uma freada brusca.
Vidro do coletivo foi danificado e a passageira teve
que usar um colar cervical(Enviado pelo WhatsApp)
Irmã de Cristiane, Josiane Ferreira, 35, ficou indignada com o acidente e cobra atenção das autoridades. “Em fevereiro, uma amiga do trabalho levou uma queda ao subir em um ônibus. Resultado: cirurgia no punho, onde colocou pinos e recebeu afastamento de 4 meses do trabalho. Minha irmã também está uma semana sem trabalhar. Minha intenção não é prejudicar o motorista e o cobrador, mas sim fazer um alerta a toda sociedade, empresas de transporte público e governo do estado para fiscalizar o transporte público coletivo”, argumenta.

Já a estudante Raísa Dias, que mudou seus hábitos, não consegue ver melhora por onde circula na cidade. “A gente vê essas tragédias e nota que pode ser com você ou com alguém muito próximo. Mas não vejo uma solução, perco as esperanças, porque não tem medida sendo tomada. É como ser assaltado no seu bairro. Você presta queixa e fica por isso mesmo, sabendo que no outro dia pode ser assaltado de novo. É um ciclo vicioso”, disse. No futuro, ela sonha comprar um carro, para tentar se livrar dos ônibus lotados e encarar o trânsito do Recife. “Pelo menos vou estar no ar-condicionado e escutando meu som”, completou, mesmo sabendo que deixa um problema por outro.

Problema estrutural e motoristas atrasados
De acordo com o Grande Recife Consórcio de Transportes, 26 mil viagens são feitas por dia, com 2,8 mil veículos circulando na Região Metropolitana. Esses números poderiam ser muito maiores, caso o trânsito não fosse tão congestionado. Em um seminário realizado pela Prefeitura do Recife para discutir o Plano de Mobilidade, no último dia 11 de junho, o doutor em Planejamento e Engenharia de Transportes Cesar Cavalcanti foi categórico: "No Recife, não faltam ônibus. O problema é o trânsito, porque os veículos ficam presos. O sistema tem ônibus suficiente e poderia ser otimizado e ter mais viagens, caso tivessem o caminho livre".

O motorista de ônibus Leandro Soares diz que não há uma viagem em que não seja ameaçado por passageiros (Foto: Penélope Araújo/G1)
O motorista de ônibus Leandro Soares diz que não há uma
viagem em que não seja ameaçado por passageiros
(Foto: Penélope Araújo/G1)
A reportagem do G1 também conversou com motoristas, que, atrasados para cumprir horário, precisavam se apressar.  "O sistema é cansativo. O ônibus só anda lotado, em todas as viagens. Tem gente que surfa no ônibus, que sobe por trás. A gente é instruído a parar e mandar a pessoa descer, mas eles não descem, e a gente não pode fazer nada. Dá medo, porque não sabemos quem é quem", reclamou o motorista Alexandre dos Santos, 38 anos.
A violência também é um problema recorrente para os profissionais que trabalham nos coletivos. "Nas quatro viagens que damos por dia, é muito difícil ter pelo menos uma em que a gente não seja ameaçado por um passageiro", conta o motorista de ônibus Leandro Soares, 35. Ele trabalha na linha CDU/Caxangá/Boa Viagem há cerca de quatro meses e diz que violência, cansaço e ônibus lotados fazem parte da rotina da profissão. "É complicada a relação com os passageiros. Quando acontece algo, eles culpam o motorista. Mas muitas vezes a culpa é do passageiro. Acho que deveríamos ter mais educação no trânsito, para o passageiro e para o motorista", disse.
O cobrador Geovani dos Santos, 31, que exerce a função há 13 anos, conta que já soube de um colega ter sido ameaçado por um homem armado, apenas por não ter aberto a porta do ônibus. Ele reclama também dos assaltos. “Eu mesmo já perdi quatro celulares em assalto. Infelizmente, tem gente que perde a vida. O dia a dia é esse", lamenta.

Procurado pela reportagem, o diretor de operações do Grande Recife Consórcio de Transporte, André Melibeu, informou que está investindo no sistema de monitoramento de linhas e negociando com as empresas para melhorar a circulação e o acesso do usuário ao transporte. “Também estamos fazendo pesquisa com os passageiros, tantos nos terminais, quanto nas paradas intermediárias, para identificar pontos de superlotação, além de aumentar o efetivo de facilitadores de fila, que organizam o embarque e desembarque”.

No último mês, o Consórcio também pediu o apoio da Polícia Militar, que passou a fiscalizar os terminais integrados. “O policiamento presente não é o ponto central, mas a polícia tenta evitar que pessoas entrem no veículo de forma irregular, arrombem portas, basicamente para conter a ação de vândalos”, explica.

Para os passageiros, a rotina, além de ser cansativa, é desconfortável. Diversas paradas não possuem coberta ou lugar para sentar. Algumas, inclusive, estão no chão, como essa na BR-101, perto da Cidade Universitária (Foto: Penélope Araújo/G1)Para os passageiros, a rotina, além de ser cansativa, é desconfortável. Diversas paradas não possuem coberta ou lugar para sentar. Algumas, inclusive, estão no chão, como essa na BR-101, perto da Cidade Universitária (Foto: Penélope Araújo/G1)
Melibeu acrescentou que com o sistema de monitoramento, que vem sendo implantado nos veículos desde 2003, será possível, por exemplo, prever o horário de passagem dos ônibus pelos pontos. “Hoje, nós já temos computadores e televisões que mostram a situação real da circulação. Os terminais também têm um sistema para se comunicarem e, dessa forma, fazemos a interlocução com os motoristas. Assim, se está ocorrendo algum problema na Conde da Boa Vista, por exemplo, podemos atuar para otimizar a circulação. Até o fim do ano, acredito que essa tecnologia possa ser utilizada não só pelo sistema gestor, mas pelo usuário.”
Sobre as licitações das linhas, processo que se arrasta há pelo menos dois anos, o diretor de operações contou que dois lotes – os que englobam os corredores Norte/Sul e Leste/Oeste – já foram homologados e estão em operação desde meados do ano passado. Juntos, eles correspondem por 25% do total da frota do Grande Recife.
Passageiro espera coletivo sentado em muro na Avenida Perimetral, que liga Recife e Olinda (Foto: Penélope Araújo/G1)Passageiro espera coletivo sentado em muro na Avenida Perimetral, que liga Recife e Olinda (Foto: Penélope Araújo/G1)
O consórcio Conorte, formado pelas empresas Cidade Alta, Rodotur e Itamaracá, opera o Norte/Sul. Atualmente, o corredor possui três linhas e atende a uma demanda de 44 mil passageiros por dia. A previsão é que, com a conclusão das obras, até o fim do próximo mês, a via para coletivos possa dispor de 9 linhas para uma demanda diária de 180 mil usuários. Já o Leste/Oeste é administrado pelo consórcio Mobrasil (empresa Metropolitana) e opera hoje com 3 linhas para uma demanda de 62 passageiros/dia. A previsão é que passe para 7 linhas e 150 mil usuários diariamente. No entanto, as obras do corredor estão atrasadas e não há prazo para a conclusão, conforme a Secretaria Estadual das Cidades.

"À medida que os corredores são entregues, podemos substituir as linhas convencionais pelos veículos BRTs. O que temos hoje é uma operação transitória porque estamos com corredores incompletos”, ressaltou Melibeu. Além dos dois lotes homologados, há outros corredores que ainda aguardam o fim do processo de licitação. São eles: José Rufino e Abdias de Carvalho; Mascarenhas de Moraes; Rosa e Silva, Rui Barbosa e Avenida Norte; Beberibe e Presidente Kennedy; Domingos Ferreira e BR-101 Cabo/Ipojuca. O Grande Recife informou que, por questões técnicas, as licitações estão sendo avaliadas e que não há prazo para conclusão.

Em relação às investigações das mortes ocorridas no sistema de transporte coletivo, o responsável pelo Departamento de Delitos de Trânsito, Newson Motta, disse que os inquéritos estão em andamento. Ele aguarda perícia do Instituto de Criminalística (IC) para dar prosseguimento ao caso da universitária Camila Mirele. A apuração sobre a morte do estudante Harlynton Lima dos Santos está na fase inicial e ainda depende da ouvida de testemunhas.

Fila para entrar no ônibus da linha Barro-Macaxeira é improvisada devido à falta de estrutura no Terminal da Macaxeira, Recife (Foto: Penélope Araújo/G1)Fila para entrar no ônibus da linha Barro-Macaxeira é improvisada devido à falta de estrutura no Terminal da Macaxeira, Recife (Foto: Penélope Araújo/G1)
Usuários de transporte coletivo enfrentam tumulto e empurra-empurra durante embarque no Terminal da Macaxeira, Zona Norte do Recife (Foto: Penélope Araújo/G1)Usuários de transporte coletivo enfrentam tumulto e empurra-empurra durante embarque no Terminal da Macaxeira, Zona Norte do Recife (Foto: Penélope Araújo/G1)
Do: G1/PE.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Casos de leishmaniose preocupam moradores de Itapissuma.

Este ano, a doença atingiu três pessoas na área rural do município.
Nove casos foram confirmados no estado, informa Secretaria de Saúde.


Moradores de Itapissuma, na Região Metropolitana do Recife, estão preocupados com a leishmaniose ou calazar, uma doença transmitida pelo mosquito palha. Este ano, a doença atingiu três pessoas na área rural do município e uma delas teria morrido de leishmaniose.

De acordo com a Secretaria de Saúde de Igarassu, os casos foram registrados no assentamento Ubu, onde mora cerca de 50 mil famílias. Uma das moradoras que está com a doença é a filha do agricultor José Quirino, internada há 45 dias em um hospital no Recife. “Tava com frio e muita febre”, contou.



A dona de casa Josicleide Ferreira da Silva, que mora na mesma vila, mostrou o atestado do Hospital Miguel Arraes, onde a irmã dela, Severina Ferreira da Silva, 36 anos, morreu, no último dia 6 de maio, com a doença. Ela disse que os médicos demoraram dois meses para descobrir que Severina tinha leishmaniose.



“Os médicos só faziam estudar o caso dela. E ela de tanto tá sendo furada, optou por fazer o tratamento em casa. Eles ainda tentaram conseguir o remédio dela com o estado. Noventa ampolas, três por dia. Ela tomou com a enfermeira do posto. Só que no dia de tomar a última, ela estava muito fraca, debilitada e não aguento”, relatou Josicleide.


A leishmaniose é transmitida por um mosquito menor que o da dengue.  Ele costuma viver em lugares úmidos, escuros e onde há acúmulo de material orgânico. Um exemplo de criadouro seriam os galinheiros, comuns nesta região. Quando picados, os cães podem virar hospedeiros da doença.

De acordo com o governo do estado, nove casos foram confirmados em Pernambuco até o mês de abril. O caso de Dona Severina ocorreu em maio e, por isso, ainda não foi contabilizado. Os moradores estão assustados e alguns já sacrificaram cães antes da Secretaria de Saúde de Igarassu fazer o exame para saber se o animal está doente.

“O Estado disponibilizou uns kits rápidos para leishmaniose visceral canina. Só assim, com o resultado desse exame rápido, com o exame de sangue específico realizado no Lacen [Laboratório Central do Estado], é que a gente pode pegar os animais positivos e realizar o sacrifício. E assim evitar o sacrifício errado de animais que estão sadios. Já fizemos a ação de educação em saúde e vai ocorrer outras. Se mora em área onde há transmissão tem que fazer o exame mais específico”, afirmou Jaciara Santa, gerente de Vigilância Sanitária de Igarassu.
Morte sob investigação

Sobre a morte da paciente Severina Ferreira da Silva, a assessoria de imprensa do Hospital Miguel Arraes reforçou que ela não morreu no hospital e que vinha fazendo tratamento em casa e indo ao ambulatório da unidade para pegar remédios e fazer avaliação médica. A última vez em que esteve no hospital foi no dia 30 de abril, seis dias antes de morrer.


A assessoria também disse que Severina pode ter morrido de complicações provocadas por outra doença e explicou ainda que os médicos da unidade são capacitados para reconhecer e tratar da leishmaniose.



Já a Secretaria Estadual de Saúde informou que ainda está sob investigação a morte da paciente.

http://g1.globo.com/pernambuco/noticia/2015/06/casos-de-leshimaniose-preocupam-moradores-de-itapissuma-pe.html


Do: G1/PE.

Assaltos na passarela de pedestres em Igarassu.


Uma onda de assaltos aterroriza moradores das comunidades do Bela Vista, Novo Igarassu e Agamenon Magalhães. Segundo relatos de algumas pessoas, um individuo numa motocicleta vem fazendo assaltos aos pedestres que utilizam as passarelas na travessia da BR 101. varias pessoas inclusive foram assaltadas em frente ao quartel do bombeiro, localizado ao lado da passarela. Durante a noite, o local além dos assaltos, tornou-se ponto de venda de drogas. 

Do: Fernando Melo - Igarassu / PE.

Seminário debate turismo no Litoral Norte do Estado.

Evento da Secretaria de Turismo foi realizada ontem.


Divulgação/Secretaria de Turismo de Pernambuco
Trade turístico do Litoral Norte é debatido no evento
Divulgação/Secretaria de Turismo de Pernambuco
Começou ontem (18) mais uma rodada de debates do “Seminário Destino PE”, promovido pela Secretaria de Turismo de Pernambuco. O município de Itamaracá recebe o projeto que pretende discutir o trade turístico do Litoral Norte. A ação desta quinta acontece a partir das 13h30, no Centro Mamíferos Aquáticos (Projeto Peixe Boi). 
Até julho, 13 cidades pernambucanas serão visitadas com o intuito de estabelecer um panorama sobre as demandas do turismo estadual, além de identificar os atrativos de cada local. Para o seminário da ilha de Itamaracá, representantes dos municípios circunvizinhos, como Itapissuma, Itambé e Araçoiaba, foram convidados. 
De acordo com a Secretaria de Turismo, o encontro vai avaliar a estrutura dos equipamentos turísticos, a organização da cadeia produtiva do turismo, recursos, sensibilização e capacitação de recursos humanos e outros detalhes. De Itamaracá, o Seminário Destino PE seguiu para Nazaré da Mata, na Mata Norte do Estado, hoje (19). Ainda participarão da ação locais como Triunfo, São José do Egito, Tamandaré e Recife. 
Do: Leia Já.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Enterrado no Recife universitário que morreu após acidente com ônibus.

Depoimentos sobre a morte de Harlynton dos Santos começam 5ª feira.
UFRPE vai pedir explicações ao Grande Recife Consórcio de Transporte.


Foi enterrado, na tarde desta quarta-feira (17), o corpo do estudante de biologia Harlynton Lima dos Santos, 20 anos, morto depois de um acidente envolvendo um ônibus no Cais de Santa Rita, noRecife. O enterro aconteceu no Cemitério de Santo Amaro, na área central da capital.
No velório, muitos colegas de sala e da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) foram se despedir do amigo. A reitora Maria José de Sena compareceu à cerimônia e informou que vai enviar ao Grande Recife Consórcio de Transporte, ainda esta semana, um documento cobrando explicações e pedindo melhorias no transporte público.
Delegado Newson Motta (Foto: Penélope Araújo/G1)
Delegado Newson Motta começa a ouvir

depoimentos na quinta (Foto: Penélope Araújo/G1)

Depoimentos começam quinta-feira

Durante a manhã, o delegado responsável pela investigação, Newton Motta, informou que os primeiros depoimentos serão tomados na quinta-feira (18). "A partir de amanhã nós já devemos intimar as testemunhas e fazer ouvidas. Nós vamos solicitar ao Instituto Médico Legal a perícia realizada no corpo da vítima e o Instituto de Criminalística também será envolvido nesse contexto, à medida em que vamos solicitar que o ônibus seja periciado", comentou.

No dia do aciente, a ocorrência foi registrada na Central de Plantões da Polícia Civil, mas agora o caso corre na Delegacia de Delitos de Trânsito. "[Na Central,] Foram ouvidos o motorista e uma testemunha. O motorista contradiz a versão que foi contada pela testemunha. A testemunha diz que o estudante bateu na porta tentando subir no ônibus e que o motorista não abriu e seguiu bruscamente o percurso. No entanto, o motorista alega não ter visto a vítima bater na porta e diz que também não realizou nenhuma manobra que pudesse provocar a queda e a morte desse passageiro", explicou o delegado.
Motta afirmou também que, de acordo com o depoimento da testemunha, o jovem teria se pendurado na porta onde bateu, pedindo para o motorista abrir, e o motorista teria inclusive subido a calçada ao arrancar com o veículo. No início das investigações, quatro testemunhas serão chamadas para depor. "Não descartamos a hipótese de ouvir novamente não só o motorista como também essa primeira testemunha. O cobrador não foi ouvido ainda, mas nós vamos ouvi-lo porque ele também é importante nesse contexto de informações", disse.
Harlynton Lima dos Santos morreu na manhã desta terça-feira (Foto: Reprodução / Facebook)
Harlynton Lima dos Santos morreu na manhã da terça-feira

(Foto: Reprodução / Facebook)

O delegado destacou também que a polícia ainda vai delinear melhor a dinâmica do acidente, podendo realizar novas diligências no local para verificar se há outras provas, como imagens de câmeras de videomonitoramento. 
O inquérito tem um prazo de 30 dias para ser concluído.

Empresa
A empresa Vera Cruz, responsável pela linha TI Tancredo Neves (Imip), envolvida no acidente que resultou na morte do universitário, afirmou por meio de nota que o motorista não viu a vítima tentando entrar no veículo. A empresa Vera Cruz informa também que o motorista é funcionário há mais de 15 anos e que passa regularmente por capacitações.

Entenda o caso
O acidente aconteceu na noite de segunda-feira (15), por volta das 23h. Segundo Jocely dos Santos, pai do estudante, o jovem estava esperando o ônibus para voltar para casa, após ter ido ao cinema. “Como o terminal é perigoso, ele ficou conversando com dois vigilantes enquanto o ônibus não chegava. Ele correu até a parada e, ao chegar lá, o motorista fechou a porta dianteira. Ele bateu na porta mas o motorista não abriu e arrancou, então ele se segurou na porta para não cair”, detalhou Jocely.

Harlynton caiu cerca de cinco metros depois, nas grades do terminal, e fraturou a bacia e a costela. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e socorreu o jovem. A Polícia Militar foi chamada por populares e seguiu em busca do ônibus envolvido no acidente. De acordo com a nota divulgada pelo Real Hospital Português, o universitário foi submetido a cirurgia para conter sangramentos e estabilizar as múltiplas fraturas, mas não resistiu aos ferimentos e foi a óbito às 10h50 da terça (16), vítima de politraumatismo.
Segundo a PM, o motorista seguiu a viagem do ônibus, que fazia a linha TI Tancredo Neves (Imip), até o Terminal Integrado Tancredo Neves, no bairro da Imbiribeira. Em seguida, o condutor levou o veículo para a garagem da empresa Vera Cruz, onde foi encontrado pelos policiais e levado para prestar esclarecimentos na Central de Flagrantes.
Estudante da Rural que morreu após acidente no Cais de Santa Rita foi enterrado no Recife (Foto: Ronan Tardin / TV Globo)Estudante da Rural que morreu após acidente no Cais de Santa Rita foi enterrado no Recife (Foto: Ronan Tardin / TV Globo)

http://g1.globo.com/pernambuco/noticia/2015/06/enterrado-no-recife-universitario-que-morreu-apos-acidente-com-onibus.html

Do:G1/PE.

Polícia conclui inquérito sobre morte de menina em Itamaracá.

Peixe-boi encalha em Piedade.

Animal estava sendo monitorado via GPS pelo Projeto Peixe-BoiFoto: Marcelo Ferreira/PMJG
Um peixe-boi encalhou na manhã desta quarta-feira (17) na Praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. 
O Corpo de Bombeiros foi acionado para auxiliar no resgate; o animal estava sendo monitorado via GPS pelo Projeto Peixe-Boi, que logo depois chegou ao local e avaliou as condições do mamífero. O  local que o animal foi encontrado fica em frente ao hotel Blue Tree Tower, também próximo ao Posto 5 dos Guarda Vidas.
O animal passa bem e teve ajuda para ser reintroduzido no mar. 
A equipe do Corpo de Bombeiros alerta as providências que devem ser tomadas caso a população se depare com esta situação:
Entre em contato com o Projeto Peixe Boi para avaliar o animal e tomar as devidas providências através dos números (81) 3544-1835 / 3544-1056; evite falar muito alto próximo ao animal; não alimentar; não dar água; não se aproximar.
Veja imagens do peixe-boi na praia de Piedade:
Do: JC Online.