terça-feira, 2 de julho de 2013

No transporte, a origem da revolta nas cidades brasileiras.

  Num momento em que, pressionados pelas ruas, prefeituras de diversas cidades brasileiras discutem e fazem propostas com o objetivo de melhorar o transporte público, acompanhar o calvário de moradores da periferia das grandes cidades mostra como o caminho a percorrer é longo.

  São estes os brasileiros que mais sofrem com a precariedade desses serviços e os que mais perdem tempo no caos urbano, segundo especialistas na área. O GLOBO acompanhou usuários de trem, ônibus e metrô de quatro capitais: Rio, São Paulo, Recife e Manaus, em busca de detalhes sobre as dificuldades enfrentadas.
Moradora do Jardim Horizonte (SP), Renata Silva volta para casa num trem da CPTM: ela sai de casa às 5h e só volta depois das 20h
Moradora do Jardim Horizonte (SP), Renata Silva volta para casa num trem da CPTM: ela sai de casa às 5h e só volta depois das 20h Foto: Marcos Alves / Marcos Alves
  São muitas e vão muito além do preço da passagem, que caiu em capitais de todas as regiões após os protestos que varreram o Brasil neste histórico mês de junho de 2013. O movimento, que teve como berço a mobilização em São Paulo, acabou por neutralizar também reajustes em praças de pedágio.
  Sem contar o aperto no ônibus — ou nas diversas conduções que devem ser tomadas para chegar e voltar do trabalho ou da escola —, o usuário do sistema perde, às vezes, seis horas diárias para alcançar seu destino, mesmo residindo em regiões metropolitanas de grandes cidades. Estão muito longe de ser brasileiros dos grotões.
  Gente pobre diz, inclusive, que faria o sacrifício de gastar um pouco mais com transporte coletivo, desde que tivesse um serviço com o mínimo de qualidade. Porém, a realidade é um elogio à precariedade.
  No Rio, na linha 498, a viagem leva uma hora. O percurso é de apenas 13 quilômetros. Para Fábia, diarista, já são nove anos no calvário do transporte coletivo do Rio, que, tal como em outras cidades, é alvo, agora, de comissões parlamentares de inquérito para investigar as misteriosas planilhas de custo das empresas, que receberam concessões públicas para administrar o serviço.
  Em Recife, O GLOBO ouviu o relato desolador de uma trabalhadora que viaja 30 quilômetros em uma “temperatura do inferno” para chegar ao trabalho.
— Na época de chuva, as pessoas fecham os vidros para não se molharem. O resultado é que, no salão do ônibus, a temperatura é a mesma do inferno.
  Os relatos só reforçam o grito das ruas: a necessidade de melhorias urgentes. Como em Manaus, cuja solução para os inúmeros problemas do sistema é o Bus Rapid Transit (BRT) que, por lá, não tem previsão de sair do papel.
 A difícil rotina de quem precisa de coletivo em SP
  Na periferia de São Paulo, o relógio do celular marca 5h40m. Faz frio e está escuro quando Renata da Silva Rocha, de 23 anos, deixa seu puxadinho no Jardim Novo Horizonte (Zona Sul) carregando a filha Ana Luísa, de 3 anos e 16 quilos, no colo. Assim começa o trajeto desta recepcionista de importadora de perfumes de casa até o trabalho, onde ela precisa chegar às 8h para sair às 17h30m. O caminho envolve trechos a pé, de ônibus e de trem. Ao todo, ela gasta, pelo menos, quatro horas diárias só em deslocamento. E o Google Maps mostra a distância da casa ao escritório, que fica na Vila Olímpia: 24km.
— O tempo que perco poderia ser aproveitado estudando para ter um emprego mais bem remunerado ou sendo uma mãe mais presente na vida da minha filha — diz Renata.
  Às 5h40m, a recepcionista caminha por ruas esburacadas e úmidas até a casa de dona Neusa, a senhora que cuida de Ana Luísa e a coloca na van que a leva até a creche municipal —“isso quando tem aula, uma raridade”, conta Renata.
  O marido, que presta serviço numa firma de TV por assinatura, sai mais cedo e chega muitas vezes ainda mais tarde em casa. A recepcionista, ensino médio completo e salário de R$ 930 líquidos por mês, cuida da casa, da filha e se desdobra para chegar no horário em seus compromissos.
— Nada no trabalho ou em casa me cansa mais do que a locomoção. Claro que R$ 0,20 faz diferença para a gente, mas pagaria mais se fosse de qualidade, se não precisasse esperar tanto na fila, se não fosse e voltasse tão espremida, se fosse mais rápido — conta Renata, que paga R$ 125 por mês (menos os R$ 60 que a empresa dá de vale-transporte) para se deslocar.
  As despesas incluem plano de saúde (R$ 200), dona Neusa (R$ 300), van para a creche (R$ 80) e o balé da menina (R$ 90) — “preciso fazer algo por ela”. O marido ganha mais ou menos a mesma coisa e paga as contas da casa, telefone e internet. Morando num cortiço, não pagam aluguel, apenas água. A luz é gato. O gás é bujão.
— Todo mês é uma ginástica no orçamento — diz Renata.
  A ginástica do transporte se dá da seguinte maneira: às 5h45m Renata pega um ônibus da casa de dona Neusa até o Terminal Varginha, onde chega antes das 6h. Por lá, o ônibus para a Vila Olímpia demora ao menos meia hora para chegar. E, quando o ônibus aparece, Renata viaja em pé em um veículo lotado que chega às 7h30m no bairro em que trabalha. Para ir sentada, ela teria que sair ainda mais cedo de casa. Do ponto até o escritório são mais 20 minutos a pé. E, assim, Renata chega 10 minutos antes do turno começar —“já completamente exausta e pensando na volta, que é pior”.
  Às 17h30m, quando sai do trabalho, Renata prefere ir de trem até a estação do Grajaú. Se fosse de ônibus, ela só chegaria em casa por volta das 21h. No entanto, o trem lotado — “é indigno” —, onde é preciso forçar a entrada para conseguir embarcar, a deixa longe e ela precisa de outros dois ônibus. Da estação Grajaú, ela leva mais 40 minutos em pé no ônibus até o Terminal Varginha. Lá, pega mais um até em casa, onde chega depois das 19h30m.
— É preciso construir mais corredores, ter mais trens circulando. Metrô, eu já perdi a esperança. O problema é que político nenhum olha por nós — diz Renata, que dorme por volta das 22h30m para acordar às 4h30m e começar tudo de novo.
No Rio, diarista viaja 1 hora em pé em trajeto de 13km
  No orçamento, a economia de R$ 0,20 na passagem — após o aumento de tarifa ter sido revogado pela prefeitura do Rio, no rastro da onda de protestos nas ruas da cidade — já começa a fazer diferença. Mas, na qualidade do serviço, a diarista Fábia de Oliveira, de 52 anos, ainda não viu mudanças. Há nove anos, embarca diariamente num ônibus da linha 498 para chegar ao trabalho, no Catete, e enfrenta uma hora de viagem em pé, espremida e com calor, num percurso de só 13 quilômetros:
— O que cansa não é o trabalho. É a condução. E, para o que eles (as empresas de ônibus) oferecem, se a passagem custasse R$ 1 ainda seria muito caro.
  A saga de Fábia começa ainda na porta de casa, na Vila dos Pinheiros, Manguinhos. De lá até o ponto, em frente à Fundação Oswaldo Cruz, na Avenida Brasil, ela caminha cerca de quatro quilômetros.
— Não deveria ter uma linha que, pelo menos, levasse o povo da comunidade até o ponto? — questionou.
  Ao lado, um senhor acrescentou:
— Os mais velhos sofrem ainda mais.
  O ônibus da linha 498 finalmente chega ao ponto, já lotado, e Fábia embarca. São pelo menos 30 minutos de espera pelo transporte, mas, segundo Fábia, às vezes, não é nem porque o ônibus demora:
— Eles demoram também, mas, geralmente, só consigo embarcar no segundo ou terceiro ônibus, porque eles vêm tão cheios que não dá para entrar.
  Esperar um carro mais vazio não é garantia de que o passageiro fará a viagem sentado. É só a certeza de que será possível passar pela roleta.
— Todos os dias vou e volto em pé. E no trabalho também fico em pé o tempo todo — lamentou.
  São apenas 13 quilômetros entre a casa e o trabalho, mas, como o trânsito também não ajuda, há dias em que o sufoco pode durar até uma hora e meia.
— Hoje (sexta-feira), a Av. Brasil está ótima. Soube que lá atrás aconteceu um acidente que está segurando o trânsito. Quem dera fosse assim todo dia.
  Como se não bastasse a demora, a superlotação e o trânsito congestionado na maior parte do trajeto, Fábia ainda enfrenta calor dentro do ônibus:
— Basta uma nuvem no céu para as pessoas sentadas não abrirem as janelas. E os ventiladores no teto nunca funcionaram.
Após sofridos 40 minutos, o ônibus, enfim, chega à Presidente Vargas e, no último ponto, já na Candelária, muitos desembarcam. A diarista, finalmente, consegue se sentar.
— Uma raridade — comentou.
  Às 8h52m, Fábia chega ao trabalho na Rua Bento Lisboa, no Catete, o fim da primeira maratona do dia.
— Já chego estressada ao trabalho. E, à noite, tem mais sufoco na volta para casa. É isso todos os dias. O prefeito deveria andar de ônibus para ver como a população sofre — sugeriu a diarista.
Em Recife, um ‘Deus nos acuda’ para garantir a viagem diária
  Encarregada do Departamento de Pessoal em uma empresa localizada no bairro de Caxangá, na capital, a pernambucana Joelma Maria dos Santos, de 29 anos, reside no município de Igarassu, a 26 quilômetros de Recife. Morando em uma cidade da Região Metropolitana, toma três coletivos para chegar ao trabalho. Entre ida e volta, calcula em seis as horas perdidas em transporte por dia. Levanta às 4h e pouco depois das 5h já está nas ruas para a maratona diária.
  Esse, no entanto, não é o único problema enfrentado. Ela afirma que, muitas vezes, não consegue entrar nos coletivos superlotados. Até que chegam rápido, no seu entender. Aparecem em intervalos de 15 a 20 minutos, mas vêm tão cheios que ela termina — muitas vezes — esperando uma chance de embarcar melhor e viajar sentada. Afirma que, quando o ônibus está em Abreu e Lima — cidade que fica no meio do caminho —, há passageiro que nem paga mais a tarifa, porque não tem como passar pelas catracas:
— Viajar 30 quilômetros em pé, no espaço apertado e sem ar-condicionado é um sufoco. Pior ainda, nesta época de chuva, porque as pessoas fecham os vidros para não se molhar. O resultado é que a temperatura é a mesma do inferno.
  No terminal de integração da Macaxeira, onde desembarca em Recife, é um “Deus nos acuda”. Filas desorganizadas, empurrões na hora de embarcar, desrespeito completo a mulheres grávidas, com crianças ou idosos. Uma cena comum aos demais terminais integrados, pontos de embarque e desembarque que dão direito a se locomover por toda a Região Metropolitana com um mesmo passe. Eles somam 18 na área, mas estão presentes em só sete das 14 cidades da Grande Recife. Caso o passageiro não use o terminal de integração, e precise pegar três ou quatro ônibus, ele pagará uma tarifa em cada coletivo.
  Um dos principais alvos das manifestações que tomam conta das ruas também em Recife, o transporte coletivo vem sendo alvo de reclamações públicas em Pernambuco desde 2005, quando estudantes começaram a organizar protestos contra o custo e a má qualidade dos serviços prestados. O movimento foi crescendo e hoje é uma Frente de Luta pelo Transporte, que reúne mais de uma dúzia de entidades.
Em Manaus, espera sem fim por ônibus lotados
  Com 950 mil usuários do sistema de transporte coletivo para uma frota de 1.727 ônibus, Manaus (AM) tem como principais problemas no serviço a superlotação dos veículos e as longas esperas por ônibus, segundo passageiros que moram distante das áreas centrais da cidade. Projetos que ampliariam as alternativas do sistema em Manaus, como o monotrilho e o BRT (Bus Rapid Transit), não têm previsão para sair do papel.
  Este ano, a prefeitura de Manaus decidiu, em maio, aumentar de R$ 2,75 para R$ 3 a tarifa de transporte coletivo. Com a desoneração do governo federal nos impostos de PIS e Cofins sobre o serviço de transporte, no mês seguinte, o município reduziu em R$ 0,10 a tarifa do serviço.
  Pressionado por protestos que seguiram a linha do Movimento Passe Livre em todo o Brasil, o governo estadual também apresentou medidas de desoneração do serviço. Nesse caso, os empresários não irão precisar pagar o IPVA, e com isso a passagem caiu de R$ 2,90 para R$ 2,75, retornando à tarifa do início do ano.
  Apesar das duas medidas de diminuição do valor da passagem, Manaus ainda segue com promessas de protestos contra o sistema, e agora os manifestantes cobram qualidade no serviço.
  Moradora do bairro São José, na zona leste, a professora Marijane Rodrigues, de 31 anos, afirmou que leva hora e meia para chegar ao trabalho, uma escola particular na zona centro-sul.
— São 40 minutos de espera pelo ônibus e mais 40, para chegar ao local. Acordo todos os dias às 5h para enfrentar essa maratona — afirmou.
  Com o agravante de ter que pegar três ônibus de segunda a sexta-feira, o estudante universitário Jamildes Viana, de 21 anos, precisa de muita força de vontade para terminar o curso de Administração que faz na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), na zona sul de Manaus. Ele mora no bairro Colônia Antônio Aleixo, na zona leste, e demora até duas horas para chegar à faculdade.
— É um sacrifício diário — disse Jamildes.
  Além da demora dos coletivos para chegar aos pontos de ônibus, moradores de Manaus também sofrem com a superlotação. Ônibus que só podem levar 196 passageiros chegam a transportar 250, cerca de 30% a mais do que o permitido.

  Planejados em 2009 para melhorar o serviço de transporte coletivo para o período de realização da Copa de 2014, os projetos do monotrilho e do BRT não saíram do papel até hoje. Restrições de órgãos financiadores aos projetos estão entre os principais entraves. Idealizado pelo governo do estado, o monotrilho estava orçado em R$ 1,6 bilhão, e o BRT, da prefeitura, em R$ 260 milhões.
Da: CBN.

Secretaria de Saúde de Goiana demite médico e provoca revolta em pacientes.

  A demissão de um médico em uma das Unidades Básicas de Saúde (UBS), em Goiana, Mata Norte de Pernambuco, provocou revolta a vários pacientes e usuários do sistema de Saúde da cidade. 

 Pacientes da UBS, antigo PSF (Posto de Saúde da Família) do Barro Vermelho, denunciaram a demissão de um médico da unidade, durante o atendimento ocorrido, nesta sexta-feira (28).

  Uma ouvinte da emissora Rádio Goiana Fm -89,7Mhz- denunciou o caso, "Ele estava atendendo uma paciente quando recebeu uma ligação em seu celular. 

   Antes de sair, ele nos informou que havia recebido o comunicado da Secretaria de Saúde que não deveria continuar o atendimento, pois havia sido demitido naquele instante. 

   E agora, como nós ficamos sem o atendimento que havíamos agendado. E também sem um médico?", denunciou a paciente.

   Após ser demitido, o Clínico Geral Anuar seguiu até a Goiana Fm, para explicar o motivo de seu afastamento repentino do local do trabalho, "Quero deixar bem claro à todos os pacientes e amigos de Goiana, que fui injustamente demitido durante um atendimento na manhã desta sexta-feira (28), onde atuava no PSF do Barro Vermelho. 

  Mesmo enquanto atendia uma paciente, recebi uma ligação da Secretaria de Saúde de Goiana exigindo que parasse o atendimento e saísse da unidade imediatamente, pois eu havia sido demitido", afirmou. Anuar ainda criticou a arbitrária e irresponsável atuação da Secretaria e pediu que a Promotoria de Justiça iniciasse uma investigação urgente, "Acho um verdadeiro absurdo o que a Secretaria de Saúde vem exigindo de alguns profissionais no município. 

  Recentemente, neguei participar de uma cirurgia, pois os meus instrumentos de trabalho não estavam devidamente esterilizados. Eles queriam que eu fizesse a cirurgia com o material sujo. Isso não existe, não é ético, é desrespeitoso, desumano e imoral com a vida do paciente. Peço que o Ministério Público inicie uma investigação urgente à Prefeitura, em especial, à Secretaria de Saúde. 

  É muito dinheiro envolvido, mas falam que não tem, que só há problemas da última gestão, isso é mentira. A população vem sofrendo até com a falta de anti-inflamatório na farmácia da Prefeitura", criticou.

 "Após a minha negativa em realizar esta cirurgia, iniciaram as perseguições  Eles [Secretaria] queriam reduzir minha carga horária para que eu pedisse demissão.

  Tenho compromisso e responsabilidade com meus pacientes, caso eu não estivesse interessado em trabalho com o povo, quando minha equipe foi assaltada, e inclusive, tive bens roubados, incluindo meu par de tênis, eu poderia ter pedido licença, transferência ou até mesmo não retornado ao local de trabalho, mas eu sei da importância do meu trabalho para aquela comunidade e pacientes. E continuei lá, trabalhando na mesma unidade e da mesma forma", complementou.

 Durante a entrevista na emissora, vários pacientes participaram da programação e comentaram ao vivo sobre a atuação e competência do médico, "Já fui atendida por Anuar e percebi a importante atuação desse profissional que realiza uma belíssima prestação de serviços à toda comunidade. 

  Enquanto estamos precisando de médicos que realmente façam o que gostam e atuem de uma forma responsável e competente, Goiana demite mais um excelente profissional", comentou a moradora de Carne de Vaca, Josefa Dias.

  Outra ouvinte falou que presenciou o ocorrido e criticou a forma que tudo transcorreu, "Estava com minha mãe pra ser atendida e me deparo com uma situação absurda e desrespeitosa dessas. 

   Será que assim que o atual governo quer melhorar a saúde de Goiana? É revoltante saber que ao invés de melhorar, as coisas só pioram. Apenas os funcionários da Prefeitura falam que as coisas estão perfeitas, porque o resto da população vem percebendo que tudo só faz piorar. 

   Se o município não oferece um serviço de qualidade, ao menos permaneça com os poucos profissionais que fazem um maravilhoso trabalho. Infelizmente essa não é a visão de nossos governantes", criticou a paciente Rejane da Silva.

 Diante da polêmica, o Assessor Técnico Especial, Ricardo Sousa, comentou que o profissional não quis se adequar à carga horária oferecida pela Prefeitura, "conversamos com o Anuar e informamos que sua carga horária deixaria de ser itinerante, para começar a trabalhar fixo em uma Unidade de Saúde, mas ele falou que não seria viável", disse.

  Anuar rebateu as críticas da Secretaria e falou que o município não preza pelos servidores que possui e que não parece interessado em contratar profissionais de saúde, "Com a minha demissão a Prefeitura de Goiana deixa claro que não preza pelos servidores que possui.

  A Prefeitura alega que não aparecem médicos para contratar e que faltam profissionais no mercado de trabalho. Será isso mesmo ou a Prefeitura quer apenas profissionais que levantem apenas seus interesses políticos, desrespeitando a população?, finalizou.

  Anuar ainda realizava pequenas cirurgias na Policlínica Nossa Senhora da Vitória.


 Enquanto isso, a Unidade Básica de Saúde do Barro Vermelho permanecerá sem atendimento médico.

Do: Blog do Anderson Pereira.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Depósitos Públicos de sucatas.

  
Uma cena muito comum nos municípios brasileiros são os pátios das garagens municipais lotados de veículos sucateados. 

 O descaso com o Patrimônio Público é geral e tem ocasionado enormes prejuízos aos cobres públicos. 

   É bom lembrar que esses bens são comprados com o dinheiro arrecadado dos impostos, e a cada ano, mais dinheiro do contribuinte é utilizado para adquirir veículos novos, que em pouco tempo já estão parados com problemas mecânicos. 


Do: Fernando Melo – Igarassu / PE

Policiais do 17º BPM prendem homens por tráfico e tentativa de corrupção.

Policiais do 17º BPM prendem homens por tráfico e tentativa de corrupção
  Uma operação de combate ao tráfico de drogas, realizada na Cidade de Igarassu, nesse sábado (29/06) por policiais militares do 17º Batalhão, juntamente com o serviço reservado da Unidade, a partir de informações e denúncia de populares, resultou na prisão de Sávio Henrique Santos Hermano, de 26 anos, Danilo Gomes da Silva, 23 e Fred Gonzaga de Oliveira, 24 nos.
   De acordo com os policiais, a denúncia dava conta de um veículo modelo Celta de cor escura, iria repassar uma grande quantidade de drogas para elementos, no bairro de Vila Rural, em Igarassu. 
  De posse dessa informação, os PMS montaram campana para procederem às abordagens. Durante a revista em um dos veículos revistados, que estavam estacionados no terreno de um bar, os policiais encontraram uma grande soma em dinheiro, proveniente do tráfico de drogas.
    O valor encontrado no carro foi de R$ 5.900. Ao ser indagado sobre esse dinheiro, Sávio Henrique confessou ter recebido uma parte dessa quantia, R$ 1.200 de Danilo em troca de 2k de maconha que ele repassaria para Danilo.
  Num segundo veículo revistado, que estava com a documentação atrasada, foi encontrada a quantia R$ 635, pertencentes a Fred, que no momento da prisão, estava sem a Carteira Nacional de Habilitação – CNH e não desejando ser conduzido à delegacia, tentou corromper os policiais oferecendo dinheiro em troca liberdade.
 Ainda em continuidade à Operação, os policias encontraram, em numa mata, vários tabletes de maconha, cerca de 7kg da droga e ainda uma balança digital.
  O trio foi conduzido para a Delegacia de Plantão de Paulista, onde Fred e Sávio Henrique foram autuados por corrupção ativa e Sávio ainda foi autuado por tráfico, juntamente com Danilo.
Da: SDS.

AIS-Paulista apreende três adultos por prática de atos infracionais quando menores.

  Três homens maiores de idade, suspeitos de cometerem atos infracionais quando adolescentes, foram apreendidas por policiais civis e militares da Equipe Malhas da Lei da Área Integrada de Segurança de Paulista, na Região Metropolitana do Recife. 

    Os jovens foram capturados num intervalo de oito dias, entre 19 e 26 de junho deste ano. Os três possuem mandados de busca e apreensão decretados pela justiça.

   A primeira apreensão ocorreu no município de Igarassu. Apesar de ter 19 anos, o jovem é foragido da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase). 

   O segundo jovem foi detido no Centro de Itapissuma. Com 18 anos, ele tem um mandado de busca e apreensão por um homicídio praticado no mês de dezembro do ano passado, quando ainda era menor.

   O terceiro rapaz foi capturado em Igarassu, no Grande Recife, no último dia 26 de junho. Hoje com 18 anos, o jovem também possui um mandado de busca e apreensão. 

    Os três seguiram para o Centro de Internação Provisória (Cenip), no Recife.

Da: PCPE.

Ex-presidiário é atropelado e morto no centro de Igarassu.

  Vítima chegou a ser socorrida mas não resistiu a ferimentos e faleceu.


  Um homem foi assassinado durante uma comemoração relacionada ao São João, na madrugada desta segunda-feira (1º), no Centro de Igarassu, na Região Metropolitana do Recife (RMR). 
    A vítima, Everson César dos Santos, de 25 anos, chegou a ser socorrida para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Cruz de Rebouças, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu. De acordo a polícia, a mãe da vítima afirmou que o homem era procurado.
    Everson conduzia uma moto e a polícia suspeita que um veículo tenha forçado uma colisão, seguindo em sua direção para matá-lo. Quando a Polícia Militar (PM) chegou ao local, a vítima tinha acabado de se acidentar e havia um homem o espancando.
   Ao ver a aproximação dos policiais, o homem fugiu de carona em uma motocicleta. Um veículo, modelo Celta, chegou a disparar contra os policiais, mas sem atingi-los. A polícia ainda não identificou a placa do veículo.
   Everson havia sido preso por tráfico de drogas e estava em liberdade há pouco tempo. A polícia afirma que por não conseguirem atingi-lo por arma de fogo, os criminosos perseguiram a vítima para tentar a colisão.
Da: Folha PE.

domingo, 30 de junho de 2013

Esgoto corre "a céu aberto" há mais de 12 anos, em Ponta de Pedras.


  Moradores de Ponta de Pedras, Litoral goianense, denunciam o descaso do poder público. Segundo denúncia, o esgoto corre "a céu aberto" há mais de 12 anos, na Rua João Francisco (próximo ao Bar da Ana).

  Além de escorrer no meio da rua, o esgoto segue para o mar, infectando banhistas. “O problema existe a mais de 12 anos e ninguém faz nada. Os ratos fazem a festa. As crianças não podem nem brincar na rua. Será que ninguém ver esse absurdo?”, questionou o morador, Vandinho Ribeiro.

   Além disso, as tampas dos esgotos estão danificadas. Abertas elas são um risco para quem caminha na rua. “Vária pessoas já caíram nesse buraco. Quando chove então, não da pra ver os buracos. A noite fica ainda mais difícil”, completou o morador. 



As crateras da PE-75, em Goiana.


  É só o inverno chegar e os mesmos problemas começam a aparecer, na PE-75 – estrada que liga Goiana a Itambé – no trecho que fica em frente à Madeireira Gusmão, em Goiana. 

  Após as fortes chuvas, vários buracos se formaram na pista, deixando o trânsito complicado no local. Motoristas reclamam da falta de sinalização no local. 

  “À noite o motorista que não conhece isso aqui, passa direto. Isso acaba com a suspensão do carro”, disse o motorista Osvaldo Gomes.

Arquivo

  Há dois anos, o mesmo trecho passou por reparos por conta de uma cratera que havia estragado o asfalto. 

 Como se não bastasse, a PE-75 ainda possui três outras grandes crateras, que põem motoristas em risco, no trecho entre Goiana e Itambé. 

 A rodovia é de responsabilidade do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado – DER.   





Do: Blog do Anderson Pereira.

Desempregado é assassinado em Carne de Vaca, Goiana.

 O desempregado, Ivanildo Argelino dos Santos, vulgo "Força", de 53 anos de idade, foi encontrado morto por volta das 20h30, desta segunda-feira (24), na Avenida Olinda, próximo da Favela Guachelo, na praia de Carne de Vaca, em Goiana, Mata Norte de Pernambuco.

 De acordo com a polícia, Ivanildo foi encontrado com três perfurações de disparo de arma de fogo, sendo duas nas costas e uma na cabeça. Ninguém soube dar informações sobre a autoria e a motivação do crime.

Segundo familiares, Ivanildo estaria envolvido com o tráfico de drogas.

O corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML), no Recife.

 A 44ª Delegacia de Polícia de Goiana investiga o caso. Uma das linhas de investigação é de acerto de contas.



Do: Blog do Anderson Pereira.

Jovem é morto a facadas em Igarassu.

Vítima, que foi identificada apenas por “Sonic”, foi espancada e esfaqueada até a morte.


  O corpo de um jovem de aproximadamente 19 anos foi encontrado na manhã desta sexta-feira (28), em um terreno baldio da rua Indonésia, no Loteamento Agamenon, no município de Igarassu, Região Metropolitana do Recife (RMR). 
   De acordo com a polícia, a vítima, que foi identificada apenas por “Sonic”, foi espancada e esfaqueada até a morte, ainda durante a madrugada.
  Os agentes ainda não sabem a motivação e nem a autoria do assassinato. Polícias do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) iniciaram as investigações sobre o caso. 
  Nenhum morador do local repassou informações sobre o crime. O corpo do rapaz foi encaminhado para o Instituto Médico legal (IML), em Santo Amaro, área Central do Recife.
Da: Folha PE.

Briga na penitenciária Barreto Campelo deixa cinco presos feridos.

Conflito foi registrado durante o café da manhã, por volta das 7h.


  Cinco detentos da penitenciária Professor Barreto Campelo, em Itamaracá, Região Metropolitana do Recife (RMR), ficaram feridos após uma briga que aconteceu durante o café da manhã desta sexta-feira (28), por volta das 7h. A Secretaria de Ressocialização (Seres), ainda não tem o nome dos envolvidos.
   Todos foram socorridos ao Hospital Miguel Arraes, em Paulista, e segundo a assessoria de imprensa, quatro deles já teriam retornado à unidade prisional, enquanto o outro ainda deve permanecer internado por ter fraturado a perna. Os envolvidos no conflito são dos pavilhões B e C.
  Como de praxe, durante o café, eles se misturam, e foi este o momento em que tudo começou. A movimentação foi logo controlada pelos agentes penitenciários que já ficam de prontidão e o clima na Barreto Campelo é de normalidade.
   Ainda não se sabe o motivo da briga. Será aberta uma sindicância e o Conselho Disciplinar irá investigar o caso para aplicar as devidas punições. 
   O trabalho também será feito no intuito de identificar quem encabeçou a confusão para que então este seja transferido para outra unidade prisional do Estado.
Da: Folha PE.

Campanha cidades limpas














  A limpeza das cidades é um compromisso de todos: Atenção Prefeituras de Igarassu, Itamaracá, Itapissuma, Abreu e Lima, Goiana e Paulista vamos realizar a CAMPANHA CIDADE LIMPA. 

   É preciso reeducar a população para não se jogar mais lixo no chão, entretanto, o serviço de limpeza tem de funcionar adequadamente, atendendo a todo o território dos municípios.

  As ações devem acontecer em PARCERIA GOVERNO E SOCIEDADE, para erradicar o problema do lixo. Educação faz a cidade limpa. 

Do: Fernando Melo - Igarassu / PE



hospital em Paulista faz campanha para doação de sangue.

  Hospital Miguel Arraes pede ajuda para recompor banco de sangue.

 Mobilização acontece na quinta-feira (4), no auditório da unidade de saúde.


  Tradicionalmente, após o período junino o estoque dos bancos de sangue em Pernambuco cai devido à diminuição de doadores, segundo dados do Hemocentro de Pernambuco (Hemope). 

  Com isso, o Hospital Miguel Arraes, em Paulista, na Região Metropolitana do Recife, convoca as pessoas que podem doar a participar da mobilização na quinta-feira (4).


    Os interessados devem comparecer ao auditório da unidade de saúde entre 8h30 e 12h ou de 13h30 às 16h30. O processo todo de doação leva entre 30 e 40 minutos, sendo acompanhado por uma equipe multidisciplinar.


   Para doar, basta ter entre 16 e 67 anos, sendo que os menores de 18 anos precisam estar acompanhados do responsável legal. 
   Também é preciso ter mais de 50 quilos, estar alimentado e apresentar boas condições de saúde, mostrar um documento original com foto, como carteira de identidade, habilitação ou carteira de trabalho.
Do: G1/PE.

Advogado é preso com sementes e 1 kg de maconha em Paulista.

   Homem foi encontrado em carro com outro rapaz na sexta-feira (28).

 Os dois foram autuados por tráfico de drogas e encaminhados ao Cotel.


    Um advogado de 26 anos foi preso com um quilo de maconha sexta-feira (28), no bairro do Janga, em Paulista, Região Metropolitana do Recife. 
    De acordo com a polícia, além do quilo do entorpecente, o homem também estava com dez gramas de sementes de maconha.
    Ele foi encontrado por policiais em um carro com outro homem de 22 anos, que também foi preso. Os dois foram autuados em flagrante por tráfico de drogas e levados para o Centro de Triagem de Abreu e Lima (Cotel), também no Grande Recife.
Do: G1/PE.

Governo do Estado requalifica Orla de Jaguaribe, em Itamaracá.


  O secretário das Cidades, Danilo Cabral, lançou esse mês, o edital de licitação para as obras de requalificação e urbanização da Orla de Jaguaribe, na Ilha de Itamaracá. 

  O projeto prevê a implantação de quiosques, sanitários, Academia das Cidades e bares. Além da reconstrução do Centro cultural Ciranda de Lia e da Vila de Pescadores.O projeto terá investimento de R$ 9 milhões.


 A iniciativa irá requalificar os atributos naturais, urbanístico e paisagístico da orla, beneficiando os comerciantes locais, turistas e moradores da região. 

  Serão implantados 10 quiosques, divididos em 20 bares e 16 lanchonetes - medindo 25,26m² e beneficiando 36 comerciantes. As barracas de venda de bebidas e alimentos serão padronizadas, possibilitando maiores condições de higiene, conforto e melhoria do ordenamento e da estética da orla, o que contribuirá para a atratividade turística da região.

  Os pescadores também terão um espaço exclusivo. Serão construídos oito boxes individuais dispondo de espaço para comercialização do pescado e também do artesanato local; além de um salão para reuniões comunitárias, oficina para pequenos serviços de manutenção dos barcos e dois sanitários.


  Para o secretário das Cidades, Danilo Cabral, este projeto respeita e valoriza a identidade cultural da cidade. “Iremos, também reconstruir o Centro Cultural Estrela Lia de Itamaracá, que terá um espaço de 339 m², com capacidade para atender a 250 pessoas. No local será instalado um bar, dois sanitários e um depósito”, comemorou o secretário.

  O projeto também irá contemplar a implantação de mirantes; estacionamento e todo o mobiliário urbano (bancos, postes, guarda-corpos, coletores de lixo reciclável e comum), nos 62 Km de orla. Ao longo do espaço, também será construída uma Academia das Cidades que terá quadra de vôlei, pista de Cooper, mesa de jogos e equipamentos de lazer.

Binário da Orla de Jaguaribe – para facilitar a chegada até a orla de Jaguaribe, o Projeto também prevê a construção de um binário. A duplicação terá início na Avenida Benigno Cordeiro Galvão (na altura do imóvel Nº 963), segue pelo prolongamento da Rua Dona Dora, Rua Deodato V. de Carvalho, Rua Ana Lúcia Cabral e Rua E. J. de Albuquerque – um trecho de aproximadamente 680m. Para viabilizar a obra do binário será construída uma pista de rolamento com 4,5m.

Do: Informe-SECID.